1º semestre de 2010

Vacina anti-preconceito

As visões de um soropositivo, de uma voluntária nas pesquisas com vacina anti-HIV e de um médico pesquisador

Por Daniele Melo e Marcos Guerra

Parecia um dia como outro qualquer, não fosse a forte infecção que atacara os pulmões de João (nome fictício), um trabalhador de pouco mais de vinte anos e de hábitos saudáveis. Pneumonia das fortes; uma fraqueza que consumia  seu  corpo e uma tosse que insistia em maltratar sua garganta. A internação no hospital é inevitável. Um dia internado, dois dias internado, três dias, quatro, cinco, seis, sete. Os médicos ainda não sabem a causa da doença. No oitavo dia de internação, João, ainda mais fraco e agoniado, passa por uma broncoscopia. Ainda sem respostas. Parece ser coisa séria. “Já fizeram teste de HIV e exame de Tuberculose em você?”, questiona o médico. “Ainda não, doutor”, responde receoso.

A essa altura, a febre efervescia seu corpo não menos do que sua mente. João já pensa no pior;  pensa que está com câncer, pensa na morte. Um dia massacrante de exames de sangue. No dia seguinte, mais exames de sangue; e no terceiro dia um pouco mais de sangue colhido para testes. É quando João percebe uma mudança de comportamento na equipe de enfermagem: “Antes, os enfermeiros não usavam luvas para falar comigo, pra cuidar de mim; o tratamento começou a ser diferente. Ali, eu já senti, pelo rosto das pessoas, que tinha alguma coisa bastante errada”.

A ansiedade de João não quer esperar a notícia dos médicos, que insistem em só conversar quando seus pais chegarem. João pede, então, para que a ex-namorada (e amiga) pergunte à equipe qual é, afinal,  o seu diagnóstico. “Não é uma notícia agradável e não vai ser fácil”, diz sua amiga ao trazer a aguardada sentença. “Quando soube, foi como se tivessem puxado um tapete, fiquei perdido; sentia que ia morrer”. A dúvida deu lugar a uma certeza fulminante: João descobriu que era soropositivo e que a doença já se encontrava em estágio avançado. Seu CD4 (taxa de linfócitos T CD4, que medem a imunidade do organismo) já estava em 50/mm³, índice menor que de um recém-nascido, apenas 5% do patamar desejável.

A descoberta da AIDS veio há quase um ano e meio e, daquele dia em diante, a rotina de João mudou. Um infectologista o procurou no hospital e disse que ele deveria começar o tratamento com o Coquetel  assim que possível. Mas não foi só a rotina de remédios que entrou em sua vida. João passou a lidar com manifestações preconceituosas em seu dia-a-dia: “As pessoas achavam que eu era drogado ou homossexual, porque tinha HIV”; “Eu achava que sairia do hospital e contaria que era soropositivo para quem perguntasse, sem vergonha, mas descobri com o tempo que o melhor é não contar”, desabafa João.

Se os relacionamentos em geral já são difíceis, os amorosos, para João, eram ainda mais complicados. “Agora eu só me relaciono com pessoas que sejam soropositivas; é mais fácil”, confessa.

Mesmo sendo diagnosticado tardiamente e enfrentando dificuldades, João acredita que o pensamento positivo seja o motivo de sua superação. “Nunca fui de ficar me lamentando. Continuei vivendo, apesar das pequenas mudanças, continuei trabalhando, tentando nem pensar na doença”. Uma cura? João não vive esperando por uma; mas ele sabe que viverá uma difícil rotina de remédios e preconceito.

Caminhando para o controle

Depois de uma noite mal dormida, de um sono angustiado, Helena Costa de Lima, com 36 anos então, acorda cedo, ansiosa pelo que a aguarda. Helena pendura sua toca e seu avental e troca a conhecida rotina de aromas e sabores da cozinha onde trabalha por uma novidade: ela será a primeira brasileira a testar uma vacina anti-HIV.

Nascida em Monte Alegre, no interior do Rio Grande do Norte, Helena se mudou para São Paulo com apenas 12 anos. “Curiosa que é uma beleza”, como ela mesma se define, Helena sempre quis ser voluntária, sempre quis ajudar as pessoas. “Eu tive hepatite em 1997 e descobri que, por isso, não podia doar sangue. Mas eu queria ajudar e vi este cartaz no metrô, que dizia ‘Você pode fazer muito por muitos’. Resolvi participar”, conta Helena. Nessa época ela ainda não sabia que o cartaz se tratava de uma pesquisa com vacinas anti-HIV e, quando soube, interessou-se ainda mais.

Contudo, não era qualquer um que poderia participar da pesquisa, e os candidatos a voluntários, como Helena, tiveram de passar por uma maratona de testes clínicos. E faz exame de sangue, de fígado, ginecológico, psicológico. Depois dessa bateria de exames, o único receio de Helena era ser reprovada e não conseguir se voluntariar na pesquisa. Mas deu tudo certo e ela foi recrutada para o teste da pesquisa de Protocolo 50.

Mesmo conhecendo bem o estudo, mesmo sabendo que fora recrutada, Helena não consegue descansar naquela noite de 2004 que antecede a primeira dose da vacina. “Não consegui dormir, tinha medo de não conseguir participar. Eu não tinha medo da vacina, só fiquei muito ansiosa, porque era algo que eu queria muito fazer”, revela Helena. Às 7h30, ela já se encontra em frente ao Núcleo de Estudos para Prevenção da AIDS (o NEPAIDS), onde Helena fez seus exames e onde receberá as doses da vacina anti-HIV. Entretanto, a aplicação da vacina de Helena está marcada apenas para as 9h. Fora tamanha a sua ânsia que ela chega ao núcleo antes mesmo dele abrir as portas e, na fachada, espera não mais de uma hora, o que lhe parece uma eternidade.

Chegada a hora. Depois de uma papelada de documentos assinados e uma série de protocolos repassada, eis que surge o momento tão aguardado. Toda  a vontade que Helena tinha de ser voluntária, de ajudar de alguma forma, depois de muita busca e muita espera, seria sanada ali, naquela pequena sala (que mais parecia um quarto de hospital com aquelas paredes brancas e limpas) do NEPAIDS. O enfermeiro traz a seringa e… Pronto, acabou. “Foi muito rápido! A injeção não doeu nadinha. A agulha era bem pequena”, comenta Helena com voz de satisfação.

A ansiedade de Helena, porém, não cessou por aí. A dúvida agora era saber se ela havia tomado realmente a vacina ou se o líquido no interior daquela seringa não passava de placebo. Segundo Gabriela Junqueira, uma das pesquisadoras responsável pela vacina em teste, é comum se utilizar a metodologia do “teste duplo-cego” nesse tipo de ensaio clínico. O “duplo-cego” é o método que divide o grupo de voluntários em dois: enquanto um grupo recebe a vacina, o outro recebe o placebo, sem que pesquisadores ou voluntários saibam quem tomou o quê até o final dos testes, para evitar interferências conscientes (ou não) nos resultados. Quando a voluntária, finalmente descobriu o que havia tomado realmente a vacina, Helena não esconde que ficou feliz, apesar de afirmar que não se importaria se tivesse recebido o placebo, uma vez que estaria ajudando a pesquisa do mesmo modo.

Acompanhando a nova dúvida que rodeava a cabeça de Helena, a vacina trouxe uma nova expectativa: a chegada dos efeitos colaterais. “Fiquei esperando as reações que podiam chegar. Será que eu vou sentir isso? Será que eu vou sentir aquilo? Mas não senti nada”. Nem fortes dores, nem febres escaldantes. Apenas uma ruga em meio à face. Apenas a espera por sintomas que nunca chegariam a aparecer. Os hábitos de Helena continuaram os mesmos, até mesmo dentre as quatro paredes do seu quarto. “Nada mudou com meu marido! Eu já usava preservativo antes e continuei usando, como comprometimento às pesquisas.”

A rotina de Helena pode não ter se modificado, mas certamente algo mudou em sua vida. A família não recebeu muito bem a ideia de participar das pesquisas, no início. “Minha filha ficou preocupada, perguntando se eu iria ficar doente. Eu tinha certeza que não iria ficar doente, mas eles não aceitaram bem, achavam que era loucura por medo de acontecer alguma coisa. Quando se falava em HIV, as pessoas já ficavam apavoradas.” O que Helena aprendera antes de participar da pesquisa, e que sua família ignorava, era o fato de que, como não se sabe se é possível gerar resistência imunológica a partir da vacina, esta se constitui de uma cópia sintética de partes do material genético do vírus dentro de um vetor, dentro do corpo de outro vírus, o que torna impossível a contaminação com HIV através da vacina.

A pesquisadora Gabriela Junqueira afirma que esse erro é comum. As pessoas acreditam que a vacina anti-HIV contém um vírus atenuado, o que não se pode fazer com o HIV. Aqueles que são mais próximos da doença se dispõem, inclusive, ao contato com o vírus atenuado, na crença de que tal vacina surtiria maior efeito. “Eu quero ajudar, eu injeto a vacina em mim”, protestou um grupo de jovens com amigos soropositivos antes de serem instruídos pelo grupo de voluntários divulgadores do NEPAIDS.

Helena conta que o marido e a filha acabaram entendendo e aceitando bem a sua participação nas pesquisas. Contudo, fora de casa a repercussão de seu voluntariado não foi tão boa. Por ter sido a primeira brasileira a testar uma vacina anti-HIV, Helena e sua pesquisa caíram na grande mídia, o que se tornou um incômodo para a voluntária. Os vizinhos perguntavam no que Helena sentia ser um “tom de preconceito”: “Você está participando daquele negócio da AIDS, não é?” E Helena calmamente explicava mais uma vez toda a sua trajetória na pesquisa até ali. Pior mesmo foi no seu emprego. Helena comentou sobre as pesquisas, pois muitas vezes precisava sair mais cedo para fazer os exames de controle. “Eu trabalhava em um lugar super legal, mas quando eu falei da pesquisa, acharam que eu tava contaminada, que eu tinha AIDS. Por mais que eu explicasse, as pessoas não entendiam. Há pessoas são muito ignorantes, elas não sabem o que acontece.” No serviço, Helena passou por situações constrangedoras pelas quais também passam os soropositivos. “Chegou ao ponto de as pessoas não quererem se alimentar no mesmo lugar que eu estava. Eu não sou soropositivo, mas e se eu fosse? O que eles têm a ver com isso?” Por não se apegar a nada que a faça mal, Helena pediu demissão desse emprego. Desde este episódio, a privacidade dos voluntários passou a ser prioridade no NEPAIDS. Gabriela conta que há casos em que nem a família fica sabendo do voluntariado.

Motivos para interromper sua rotina e mergulhar nas pesquisas de vacina anti-HIV? Helena tem apenas um: fazer a sua parte para ajudar o mundo. “A humanidade precisa se conscientizar que nenhum ser humano consegue fazer nada sozinho”, prega a voluntária sem titubear. Mas esse altruísmo genuíno não é o principal estímulo para o voluntariado, segundo Gabriela Junqueira. Diferente de Helena, a maior parte dos voluntários tem alguma ligação com a AIDS. As pessoas mais próximas da doença enxergam melhor a urgência de uma solução para uma enfermidade tão destrutiva. A única relação que Helena tem com a doença é uma lembrança: fã de Cazuza, na ocasião da morte do cantor, Helena ficou chocada em perceber como uma doença podia fazer tanto mal. Comprava todas as revistas que encontrava com matérias sobre a doença, por julgar importante se informar sobre o que via.

20 anos depois da morte de Cazuza, a AIDS ainda é uma epidemia mundial que a pesquisadora Gabriela Junqueira espera ser controlada pelo desenvolvimento de uma vacina anti-HIV. Ela acredita que a Ciência ainda está longe de encontrar uma cura para essa doença, mas “a expectativa é que cada vez mais, a AIDS gere menos mortes”. Já Helena, com lágrimas nos olhos, lembrando de toda a sua trajetória, se emociona em afirmar sua crença no empenho e na dedicação dos pesquisadores que ela acompanhou de perto. Otimista, ela acredita na produção não muito distante de uma vacina anti-HIV eficaz e, se isso é possível, uma cura para a AIDS também será. “Tem muita gente que é soropositivo e não tem esperança, mas eu acho que ainda vou ver essa vacina, eu espero”, comenta Helena entre risos e lágrimas.

Até um ano e meio depois daquela noite mal dormida, daquele dia de dúvidas e ânsia, os exames de Helena apontavam a presença de anticorpos contra o HIV. Um lampejo de esperança que brilhou forte e hoje mal consegue ser admirado, mas que, com certeza, incentivou pesquisadores e voluntários.

Um segundo caminho

Dr. Edécio Cunha Neto é médico da Universidade de São Paulo, pesquisador da área de imunologia e líder das pesquisas da vacina anti-HIV, denominada HIVBr18. Junto a um grupo de pesquisadores, Dr. Edécio busca um caminho alternativo para o desenvolvimento de uma vacina anti-HIV. Enquanto a maioria das vacinas desenvolvidas até então focava os trechos mutáveis do vírus, a pesquisa HIVBr18 foca seus estudos nos trechos fixos. A esperança é encontrar a resposta para o enigma nesta nova perspectiva.   

Dr. Edécio Cunha Neto explica que uma vacina ideal contra o HIV atua pela indução de anticorpo neutralizante, ou seja, a vacina geraria anticorpos que se grudariam ao vírus, impedindo que ele infectasse as células. Esse é o princípio de funcionamento da maior parte das vacinas, mas produzir uma vacina que seja capaz de agir desta forma com um vírus que tem muita variação, como o HIV, é um desafio que já dura aproximadamente 25 anos.

Como esse objetivo ideal está, atualmente, inalcançado, o grupo de pesquisadores da vacina HIVBr18 passou a estudar uma alternativa há pouco mais de 10 anos: desenvolver uma vacina que estimulasse outro setor da resposta imune, chamada resposta imune celular (células de defesa que são capazes de destruir células do organismo que estejam infectadas pelo vírus). As chamadas vacinas de indução de imunidade celular, ou vacinas de linfócitos T, não teriam a capacidade de impedir a infecção, já que só seriam ativas em células já infectadas. Porém, logo no início da infecção, ela diminuiria a replicação do vírus, e, consequentemente, a quantidade de vírus no organismo. Isso teria duas conseqüências:

1- A diminuição da quantidade de vírus no organismo atingiria um nível abaixo do nível de transmissão; ou seja, mesmo que a pessoa estivesse infectada com o vírus, ela não transmitiria para outros. Segundo Dr. Edécio, isso diminuiria “astronomicamente” o número de casos novos.

2- Sabe-se que a progressão da doença depende da quantidade de vírus; assim, ao diminuir a replicação do vírus, a vacina adiaria o desenvolvimento da AIDS nas pessoas infectadas e, consequentemente, a necessidade de tratamento com medicamentos anti-retrovirais (coquetel).

Dr. Edécio afirma, porém, que não há como saber se essa vacina amenizaria os efeitos da AIDS depois que a doença atingisse o indivíduo. Ela funcionaria, em certo sentido, como os remédios anti-retrovirais de hoje, que retardam a progressão da doença. A vacina, no entanto, faria isso a um custo muito mais baixo e com menos efeitos colaterais. Além disso, ela acrescentaria dez anos de vida ao paciente, entre o contágio e o início do tratamento com anti-retrovirais, o que significaria de cinco a dez anos a mais de expectativa de vida saudável ao soropositivo.

As pesquisas da vacina HIVBr18 teriam que preencher algumas lacunas não-preenchidas em  pesquisas anteriores. Uma delas, referente à qualidade da resposta imune gerada pela vacina (medida pela quantidade de linfócitos T CD4 presentes no organismo após a injeção). O linfócito T do tipo CD4 é a principal célula do sistema imunológico; é ela que comanda as outras células (do tipo CD8, por exemplo) para atuar na defesa do organismo. O vírus HIV infecta a célula CD4.

A outra lacuna era o que os pesquisadores chamam de amplitude, ou seja, número de regiões do HIV que precisam ser reconhecidas pelas células CD4, para agir na defesa das células saudáveis. Segundo Dr. Edécio, para que esta vacina fosse eficaz contra o vírus, o ideal seria que ela produzisse várias respostas imunes coincidentes, já que o vírus da AIDS tem algumas regiões muito variáveis.

O ponto de partida deste estudo foi, então, analisar respostas imunes de pacientes com HIV, pra identificar regiões do vírus que eram reconhecidas pelo sistema imunológico de muitas pessoas infectadas.

O desenvolvimento da vacina começou na seleção destes trechos fixos e que tinham resposta dos linfócitos T CD4. Outro desafio era fazer com que essas regiões fossem reconhecidas por pessoas geneticamente diferentes, em uma população. Dr. Edécio explica que os genes do HLA (Antígenos Leucocitários Humanos), da resposta imune, têm que ser compatíveis (ou parecidos), ou há rejeição. Cada pedaço do HIV teria que ser reconhecido por várias pessoas diferentes.

O grupo chegou à vacina denominada vacina de DNA e, após a realização de testes em camundongos, atingiu resultados positivos: das 18 regiões fixas separadas para teste, os animais reconheceram 12. Para responder à outra lacuna, Dr. Edécio explica: “Nós fizemos um estudo no qual imunizamos camundongos geneticamente modificados, com moléculas HLA de humanos. Era como se a gente estivesse simulando a imunização de pessoas com HLAs diferentes na população para testar a hipótese se essa vacina desencadearia a resposta imune ampla”. “Os resultados foram positivos”, avalia. A vacina de DNA introduzia uma mensagem genética no camundongo (mensagem que continha epitopos –a menor parte do antígeno- do HIV) e o animal começava a produzir aqueles epitopos, gerando resposta imune.

Atualmente, a pesquisa chegou neste ponto. A vacina de DNA funcionou bem nos camundongos, mas esses animais respondem melhor a este tipo de intervenção, do que os seres humanos. “Agora nós temos que fortalecer a vacina, visando a aplicação em humanos”, explica Edécio. Para conseguir uma vacina que gere uma resposta imune mais forte, os pesquisadores utilizam vetores de outros vírus, como o da Febre Amarela e da Varíola. Dr. Edécio explica que “o vírus da febre amarela desencadeia uma resposta imune muito forte e que dura bastante tempo. Podemos pegar fragmentos do HIV e colocar dentro do vírus da febre amarela (vírus recombinante) e, ao administrá-lo em um animal, conseguir imunização contra aquelas mesmas regiões do HIV no DNA, em um contexto muito poderoso, porque o vírus vai produzir uma resposta forte contra ele”.

Antes do ensaio clínico, é interessante que a pesquisa passe uma etapa de testes de imunização em macacos. “O problema de usar esse tipo de experimento, é que é muito caro. Cada macaco custa de 5 a 10 mil dólares”. Além disso, tem o custo da hospedagem dos animais, que também é muito cara. Um estudo com 20 animais custa mais de 500 mil dólares e não pode ser feito aqui no Brasil, porque não existem casas de manutenção de animais com as condições necessárias. “É difícil pensar que vamos ter uma estrutura dessas no Brasil em curto prazo. Tem que ser feito fora. Nós ainda não conseguimos levantar os recursos para custear o estudo”, lamenta Edécio. A pesquisa se encontra parada, a espera de recursos para seu avanço.

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