1º semestre de 2010

O que vem do céu pode vir da Terra

Por Ana Carolina Athanásio e Carla Peralva, de São Thomé das Letras

Chico Taquara é um nome bem conhecido em São Thomé das Letras, município de Minas Gerais. Sua história, repleta de mistérios, começa em 1840, na noite em que seu pai, José Francisco de Góes Gonçalves, chega em casa bêbado e, como de costume, ameaça espancar sua esposa, Ana Cândida. A mulher, grávida de seu primeiro filho, foge em direção às pedras e só volta meses depois sem a criança nos braços. Ao chegar, conta ao marido: “Quando eu fugi para as tocas com medo de ti, me escondi em uma pequena caverna que encontrei bem protegida do vento e do frio. Desorientada e com medo, adormeci. Quando acordei, me encontrava sem barriga e deitada em uma cama confortável e rodeada de pessoas que trajavam uma roupa branca e luminosa que ia até os pés. Não consigo me lembrar mais de nada e nem do rosto das pessoas que de mim cuidaram com carinho, só me lembro que me prometeram que cuidariam de nosso filho e me devolveriam o mesmo assim que fosse possível. Eu, marido, senti neles uma confiança muito grande e não soube dizer nada”.

Desse dia em diante, o casal passa a viver em paz, esperando a volta do primogênito e cuidando humildemente da roça de milho e feijão. O peso da idade já chegava quando acolhem Francisco, rapaz de uns vinte anos que havia se oferecido para ajudar na lavoura. Os anos correm, eles se vão e Francisco ruma para as pedras onde Ana se abrigou do marido tantos anos antes. “Da caverna, podia ver as ruínas do casebre em que veladamente conviveu com seus pais, que morreram sem saber que o filho desaparecido e tanto esperado convivera com eles por longo período.”

Pedra da Bruxa, no Parque na Antônio Rosa, região

de pedras e cavernas na cidade

Daí em diante, Francisco é Chico Taquara. Leva os cabelos longos e grisalhos sempre untados de mel e cera. Conta-se que ele fala com os animais, é sempre acompanhado por abelhas, vacas e bezerros. Suas rezas em língua estranha sempre curam quem a ele recorre. Pode até prever acontecimentos futuros. Taquara leva a vida a ajudar os outros, a guardar São Thomé e a ensinar “coisas bonitas”. Pelos idos de 1916, desaparece. Alguns dizem que ele continua entre as pedras, mas não permite mais ser visto. Outros acreditam na volta ao centro da Terra, de onde teria vindo realmente.

Essa história nos foi contata por Tatá, outro nome praticamente patrimônio cultural da cidade. Oriental Luiz Noronha estuda História e Ufologia e mora em São Thomé da Letras há quase 50 anos. As citações acima são de seu livro A história de Chico Taquara, vendido na entrada da pousada que mantém com sua terceira esposa, Francisca, em frente à Igreja de Pedras. A obra é resultado das histórias ouvidas, aos 15 anos, de Seu Néco, tio de um amigo de infância e uma das poucas pessoas próximas ao lendário guardião.

Tatá passa boa parte do dia sentado à porta de sua casa, conversando com seus amigos da cidade. É tranqüilo como o lugar em que vive. São Thomé das Letras é uma cidade pacata, encarrapitada em cima de uma grande serra e cercada por pedreiras e cachoeiras. A zona urbana é pequena, quase toda calçada de pedras ainda dos tempos dos escravos. O município atrai muitos turistas em busca do contato com o misticismo da região. Hippies, amantes da liberdade, jovens paulistanos e religiosos são os frequentadores mais assíduos para curtir suas quedas d’água, a bela vista do alto das pedras e para ouvir reggae, Raul Seixas ou rock alternativo na pracinha da Igreja Matriz.

Tatá nasceu em Cruzília, cidadezinha mineira não muito distante de São Thomé, em seis de abril de 1938. Perde a mãe durante uma das longas viagens de seu pai, um boiadeiro. Ele e a irmã são abrigados por um casal de índios amigos residentes de São Gonçalo do Sapucaí. Eles dão o apelido para o pequeno Oriental, menino ruivo. Tatá significa fogo na língua indígena.

Voltando para Cruzília anos depois, começa a se envolver com música. Vai para o Rio de Janeiro, compõe e canta ao lado de Nelson Gonçalves e Emilinha Borba na fase áurea do rádio. Trabalha nas emissoras Tupi, Nacional e Record, se apresenta Argentina, na Bolívia, no Paraguai e na Venezuela; uma carreira promissora. Mas não estava feliz: “Eu me sentia escravo do trabalho e do consumismo”. Em 1960, vai visitar São Thomé das Letras, se apaixona pela cidade, larga tudo e nunca mais sai de lá. “Aqui, sou livre, se quero ir para o mato, vou sem ter horários, sem ter que pedir licença ou dar satisfações. Aqui, sinto a energia da Terra, da natureza”. Abre um bar na cidade e começa a estudar Arqueologia, História e Ufologia.

Ainda jovem, em Cruzília, tem sua primeira experiência envolvendo seres de outras dimensões. Com seus dez anos de idade, não associa uma coisa a outra, mas o “fenômeno”, como ele define o acontecido, foi determinante para seu interesse futuro na Ufologia.  Certa manhã, está caçando rolinha com estilingue em uma capina. Acerta uma e a segue por entre as árvores. Apaga. Não se lembra de nada. Retoma a consciência já em sua casa, às 17hs aproximadamente. Resolve ir jogar basquete. Durante a partida, sua narina direita começa a sangrar muito e  ele é levado ao médico. Um pequenina bolinha metálica é retirada de seu nariz. Na hora, não dá importância ao fato e nem à bronca por ter supostamente enfiado aquele objeto no nariz. Mas, tempos depois, fica pensando no significado do ocorrido e acredita que pode ter sido obra de algum ser de outra dimensão, mas não tem bases para afirmar isso com certeza.

Oriental Luiz Noronha, o Tatá, de 72 anos

Depois desse fenômeno, começa a ficar ansioso sem motivo, fica esperando por algo sem saber dizer o quê, tem saudades de um lugar nunca visitado – ou, pelo menos, não lembradamente visitado. Começa a ter premonições e fica muito agitado. Esses sentimentos, segundo ele, reforçam a ideia de que o evento da bolinha no nariz foi realmente uma abdução.

Tatá é certo da existência de outras dimensões de espaço e tempo paralelas à nossa. Tem certeza que seres desses outros mundos conseguem transpor a barreira dimensional e vir para o nosso tempo e espaço. E adverte: eles devem ser chamados de seres, pois não se sabe quem e como são, nem do onde vieram: pode ser do céu, pode ser do centro da Terra. “Nós não estamos sozinhos”, diz o pesquisador. “Não posso dizer que esses seres são ETs, nem que são inteligentes. Tudo que dizem sobre isso é ilusão. Não sei nem onde eu estou, como vou saber dos outros?”

Ele costumava subir nos picos da cidade e se embrenhar na mata à noite para observar o céu à espera de alguma nave ou outro objeto voador não identificável. Essa prática foi um de seus hábitos freqüentes e durante anos ele passou horas observando e esperando, observando e esperando. Agora, com 72 anos, o ritmo diminuiu bastante e, quando vai, precisa ir de carro e não consegue chegar a lugares onde só as longas caminhadas mato adentro o levavam. Segundo ele, em 90% das vezes não se vê nada de diferente no céu, mas com os 10% das vezes em que a espera foi recompensada, ele tem boas histórias para contar.

Uma das primeiras vezes que Tatá lembra-se de ter visto o que pode ser uma nave vinda de outra dimensão é ainda em Cruzília. Anda por uma campina próxima a uma plantação de milho e um riacho, quando ouve barulho de aves entre as árvores e vai averiguar. Chegando lá, vê quatro pombas caindo mortas do céu, uma atrás da outra. Quando olha para cima, não enxerga nada, mas percebe que elas estão voando, param de repente e caem. Então, entende que deve existir uma nave acima deles, invisível paa ele e para as aves. “As pombas, que estavam com o papo muito cheio de milho, vinham voando uma atrás da outra e pá! Batiam em alguma coisa. Pá! Outra batia com força na nave e quebrava o pescoço. Por isso elas caíam mortas e com o papo explodido”.

Anos depois, já em São Thomé das Letras, conta sua subida ao Pico do Gavião. Lá, vê uma nave extremamente comprida. Há coisas entrando e saindo dela em uma velocidade impressionante. Essas coisas – e ele não sabe dizer o que são – caem do céu e não desaceleram, são incorporadas à grande nave na mesma velocidade.

A experiência mais impressionante dentre as por ele contadas, é bem mais recente – não dá para precisar quanto, pois Tatá não faz medições de tempo, apenas dispõe os acontecimentos em uma relação de antes e depois. Está em frente à sua pousada, na praça da Igreja de Pedras, com autoridades da cidade, como o Ministro de Turismo. De lá, vê uma nave vindo dos lados de Três Corações. Tenta falar com ela e consegue estabelecer contato. “Eu falava baixo, só para eu escutar. Falava ‘acende’, ela acendia; ‘para’, ela parava, ‘vem’, ‘volta’, ‘apaga’, ela obedecia”.

Praça da Igreja do Rosário de São Thomé das Letras, a Igreja de Pedras. A Pousada do Tatá é uma das casas à esquerda.

Segundo ele, os seres no comando daquela nave possuem inteligência e conseguem entendê-lo, mas não dá para saber com o propósito deles na Terra, nem o quão avançados evolutivamente são. O possível de ser afirmado, diz Tatá, é que esses seres conseguem se teletransportar – cruzar as barreiras dimensionais – e fazer telepatia, que foi o modo como eles se comunicaram no episódio ocorrido em frente à pousada.

Os seres humanos também serão capazes do teletransporte e da telepatia. Este já é conseguido por algumas pessoas, aquele não está longe de ser alcançado por nós. Nós, explica Tatá, utilizamos pouco da capacidade total do cérebro, pois não ativamos todos os chacras de nosso corpo e, por isso ainda não somos capazes de perceber coisas da outra dimensão e nem mudarmos de uma para a outra. Mas, estamos evoluindo e não estamos muito longe disso.

Cachoeira Vale das Borboletas

É crença compartilhada por moradores e visitantes que a cidade de São Thomé das Letras e as regiões em torno dela são locais muito propensos a aparições de seres de outros mundos. Os eubiotas (adeptos da Eubiose, ordem que possui uma sede na cidade), por exemplo, consideram São Thomé um dos chacras do planeta, um ponto de convergência de energia cósmica, e que Chico Taquara era o guardião dessa “embocadura energética”. Tatá explica que a cidade foi construída sobre uma serra de rochas aluvionais (formadas de cristais particulados e compactados e de fácil decomposição molecular) intercaladas com rochas mais densas que funcionam como isolantes. Essa estrutura funciona como um capacitor e armazena a energia que vem do centro da Terra. Por isso, o lugar possui uma vibração muito forte e é um ponto de atração para seres e fenômenos místicos.

Tatá não revela toda sua sabedoria e nem espera que os outros acreditem nele. De acordo com Claudio Araujo de Lima, um dos membros da Eubiose em São Thomé, ele tem um pacto com o criador da ordem e não conta todos seus conhecimentos e descobertas para quem não está preparado. É verdade, nós não estávamos preparadas. Conversar com Tatá só dá mais e mais vontade de ouvir o que ele tem a dizer, mas ele é sempre econômico nas palavras.

O ufólogo gostaria que alguém da família ou algum amigo continuasse seus estudos, mas sabe da dificuldade de isso acontecer. Porém, São Thomé das Letras é um lugar que atrai interessados no assunto e tem o dom de ganhar habitantes apreciadores de sua aura mística. Com certeza sua pesquisa será continuada. Ele escolheu acertadamente seu lugar de morada. A cidade serrana mineira parece estar envolta a uma aura mística, de fé em todos os fenômenos da natureza. Está-se sempre esperando uma nova manifestação sobrenatural. Não é uma espera que coloca as vidas em suspensão. Ao contrário. É uma esperança de fé, quase religiosa, incentivadora da busca, do autoconhecimento e da exploração do local.

Prova disso é a lenda de Chico Taquara, que se perpetua por todas as crenças da cidade. Uma foto do “véio” Chico pode ser encontrada na parede da sala de estar da sede da Sociedade Brasileira de Eubiose, ao lado das fotos de seus fundadores. Perguntado sobre a lenda de sua morte na cidade, Claudio a confirma, para espanto das repórteres: “Mas ele não morreu. Ele era um intraterreste e voltou para o centro da Terra”. Aproximando a cabeça e abaixando a voz: “A Terra é oca, nós não estamos sozinhos”. “Mas os intraterrestres podem voltar a subir para a superfície?” “Eles estão entre nós”.

“Age of Aquarius” made in Brasil

São Thomé das Letras visto do alto do Cruzeiro

A Eubiose tem a cidade como um dos pontos do mundo mais importantes em sua crença. Apresentando os pensamentos e ensinamentos da ordem, o paulista Claudio, membro da ordem há 35 anos, fala o por que a cidade foi escolhida como um dos pontos-chave da Eubiose: “Há, no mundo, 14 chacras energéticos, sendo que os sete principais estão no Brasil – eles comandam a vibração do planeta. São Thomé é importante, pois é um dos chacras mundiais”.

No mesmo ano (1921) em que o físico e matemático alemão Albert Einstein ganhava o Prêmio Nobel de Física por sua explicação do efeito fotoeléctrico, os mineiros Henrique José de Souza e sua esposa Helena Jefferson de Souza lançaram a pedra fundamental do movimento eubiótico no Brasil. Enquanto Einstein falava sobre a quarta dimensão em sua Teoria da Relatividade, o casal Souza defendia a quarta dimensão no plano espiritual e energético que rege as leis universais.

Em umas das ruas principais da cidade encontra-se o Departamento de Eubiose de São Thomé das Letras. Por fora, uma casa simples e toda pintada de branco. Quadros dos fundadores da ordem e de Chico Taquara – curandeiro famoso na região – estampam as alvas paredes do hall de entrada. O imenso respeito de membros da Eubiose pelo casal Souza foi expresso de sopetão por Claudio. “Eles tiveram uma missão espiritual, como muitos seres tiveram na face da Terra. Foram grandes iluminados, intuídos por algo maior que o natural”.

Com quase 90 anos de existência, a Eubiose já é reconhecida pelo Código Civil brasileiro como uma religião, contrariando o pensamento dos adeptos. “Somos uma ordem e não uma religião. No popular, até pouco tempo, éramos conhecidos como uma ordem oculta. As ordens sempre, no contexto mundial, foram deixadas de lado, vistas como perigosas. Tem gente que nem pisa em nossa calçada, porque não conhece. Ainda. Nós não podemos interferir no livre-arbítrio de nenhum ser, mas a porta está aberta”. Um dos degraus para aproximar os cidadãos da ordem são os círculos abertos de palestras, promovidos pelo Departamento, com apresentações da filosofia da Eubiose. Depois disso, há uma série de graus onde são mostrados lances da natureza humana. Segundo os eubióticos, há o lance mental e o emocional, além de um terceiro que reúne os dois últimos dentro de nosso ser e de um quarto nível dedicado às coisas da própria ordem – os fundadores, a história da humanidade antiga, a história atual, a função do Brasil nesse plano cósmico atual e da Era de Aquário.

Como todos os iniciantes da ordem, Maria Auxiliadora Leornie, membro do Departamento de Eubiose de São Thomé, entrou para a ordem no nível Peregrino, o qual contempla várias áreas de conhecimento, inclusive as histórias das religiões. “Já fui budista, já fui isso, já fui aquilo… Quando entrei na Eubiose, vi que tudo o que tinha aprendido era contemplado. A ordem é uma escola de livres pensadores, não é uma doutrina. Uma das coisas que a gente tem como base é a filosofia da Blavatsky. A Blavatsky foi uma mulher muito à frente de seu tempo. Ela andou pelo Oriente, compilou e lançou várias sabedorias em uma época em que não se falava de esoterismo, nem de teosofia, a filosofia de Deus. Foi muito combatida, mas, agora, a obra dela virou conhecida”.

Ao contrário da maioria das religiões, a Eubiose não é construída sobre dogmas. Todo o processo de aprendizagem e inserção na ordem está relacionado à evolução humana e visa à construção crítica do autoconhecimento. Já iniciada na Eubiose, Maria lembra que um dos pilares mais importante da filosofia é a procura por sublimar o entendimento de Deus em todas as áreas do conhecimento humano. “Deus está em tudo e em todos. É onipresente, onisciente e onipotente. Sempre essa tríade. O principal objetivo da Eubiose é mostrar que o Deus que cada um procura está dentro da natureza de cada um, já que, na verdade, todos temos uma centelha divina desse ser que criou todo esse universo manifestado”.

Templo da Eubiose dentro da sede da ordem em São Thomé das Letras

A crença na reencarnação é mantida pela ordem, mas uma diferenciação é crucial para adentrarmos na filosofia eubiótica: nossa alma é diferente de nossa essência, ela constitui o nível terreno e a essência faz parte do nível etérico. Tal qual a razão e a emoção, a alma integra nossa parte terrena e não está diretamente relacionada à reencarnação ou qualquer tipo de metafísica. Já a nossa essência é algo que não precisa de evolução, pois é a centelha de Deus que está presente em todos os seres. “Cada um de nós possui essa centelha divina, que está ligada ao ponto de intersecção entre nosso nível físico e etérico. Todos temos que fazer com que essa parte divina que nos habita passe a constituir também nossa fração terrena. Dessa maneira, seremos muitos mais conscientes do que é a vida”, explica Claudio.

“Nós não temos esse conceito de salvação. Com o livre-arbítrio, escolhemos se evoluiremos ou involuiremos em nossa vida terrena. Não há perdão, tudo é cíclico”. Baseados principalmente na autocrítica e no livre-arbítrio, os eubióticos crêem na validade da “Lei da Ação e Reação” para equilibrar tanto a nossa balança interna, quanto a do universo. Um exemplo interessante para ilustrar esse ponto da filosofia da ordem é a questão da poluição: se Joãozinho polui o meio ambiente, faz isso tendo como alicerce seu livre-arbítrio. Joãozinho involuiu, pois teve uma atitude negativa não apenas diante do universo, mas também das pessoas ao seu redor e dele mesmo. Como vivemos de acordo com a ação e reação, em uma próxima vida, Joãozinho resgatará este Kharma e terá outra chance de evoluir e buscar o pensamento crítico. Se Joãozinho não polui o planeta, aumenta suas chances de evoluir e volta em outra reencarnação com o Dharma, o Kharma positivo.

Tal qual a evolução, os ciclos energéticos aparecem como um dos pontos-chave da ordem eubiótica. Para os membros da Eubiose, estamos em uma fase de transição de energia, ou seja, passaremos da Era de Peixes para a tão famosa Era de Aquário. Ao contrário do ambiente hippie típico das décadas de 60 e 70, a Era de Aquário é muito mais do que uma canção para os eubiotas. Claudio explica que de dois em dois mil anos é comum que novas Eras substituam as antigas e tragam consigo ou um novo ser iluminado, ou uma nova consciência – ambos capazes de ajudar na evolução terrena. “Há 50 anos estamos vibrando no mental abstrato, que é a Era de Aquário. Basta observarmos as crianças e os jovens de hoje: é outro aspecto, outra vibração, outra dinâmica, outra ciência se comparados às crianças e aos adolescentes de Eras passadas. A facilidade para lidar com o que antes era complexo é algo que não se pode jamais descartar, pois é a mostra que eles já vieram carimbados para a nova Era, a Era de Aquário. Ledo engano dos mais velhos dizer que vão acompanhá-los. Não! O conhecimento do passado já foi talhado pelos nossos antecessores. Sabedoria é aproveitá-lo e não descartá-lo”.

Digno de curiosidade e de questionamentos é outro degrau peculiar da filosofia eubiótica: a crença nos avataras. Segundo a ordem, eles são mestres de luz que vem à Terra para nos ajudar. Entre os avataras mais conhecidos da história estão Maomé, Buda e o próprio Jesus Cristo. O avatara aparece, grosso modo, de dois em dois mil anos, mas essa periodização não é rígida. É possível que tenha havido avataras “menores” – que poderiam ser, por exemplo, cientistas de renome – que passaram anonimamente por nós. Esses mestres de luz sempre cumprem Eras. Cristo, por exemplo, foi da Era de Peixes e, como estamos entrando na Era de Aquário, o próximo avatara, que eles chamam de Buda Maitreya, está por vir.

“O avatara nem sempre é fisicamente visível. Ele pode ser uma consciência, uma projeção na criança ou em algumas pessoas que estão contribuindo para o planeta na área de conhecimento humano. Essa energia de Buda Maitreya já está acontecendo. Estamos num período vibratório. A humanidade sempre quer ver um ser físico, mas, se ele virá fisicamente, nós não sabemos. Esse avatara, esse messias, pode já estar andando entre nós”.

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